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A vitória do Botafogo sobre o líder demonstra a consolidação do sistema de jogo e a união do grupo

A vitória do Botafogo sobre o líder da Série B na noite da última sexta, 27, no Couto Pereira, precisa ser interpretada por alguns ângulos porque ela é carregada de simbologias. O primeiro aspecto que se pode observar é o valor da vitória que coloca o time definitivamente no bloco dos que buscam uma vaga entre os quatro que sobem ao fim do campeonato para a elite do futebol brasileiro em 2022.


O resultado colocou o Glorioso em quarto lugar na tabela de classificação, com 35 pontos, ficando a quatro, do líder, o Coritiba, que tem 39. Goiás, com 38 vem em segundo; e CRB, com 36, em terceiro. O Bota só sai do G-4, caso o Náutico vença o Vitória, no domingo, 29, uma vez que o Timbú alcançaria 36 pontos. Vamos ver como se comporta o time de Chamusca (ex-Botafogo), que ensaia retomada no campeonato depois de perder a liderança e despencar na tabela, que motivou a demissão de Hélio dos Anjos.

Barreto, Navarro e Chay comemoram a vitória Reprodução Instagram do Botafogo https://www.instagram.com/botafogo/


O detalhe mais importante que eu observo na vitória alvinegra foi a maneira como Enderson Moreira dispôs o time em campo. Com o lado esquerdo prejudicado em função das contusões do lateral Hugo (quebrou a clavícula no treino) e do atacante Diego Gonçalves, uma das peças chaves do esquema do treinador, o torcedor ficou receoso que o time fosse jogar na retranca. Apesar da escalação com dois volantes: Barreto e Pedro Castro, a ausência de Oyama e a escalação de Warley cujas atuações vinham desagradando a torcida, o time foi pra cima do Coritiba, repetindo o excelente primeiro do jogo com o Guarani, no meio da semana, e foi premiado com um belo gol de Navarro escorando cruzamento de Chay.


No segundo tempo, embora o time da casa tenha partido com tudo pra cima do Botafogo, o que já era de se esperar, o alvinegro, desta vez, soube conter o ímpeto do adversário e controlar o jogo. Os jogadores demonstraram muito espírito de luta e entrega, dificultando as ações do Coritiba. As alterações não fizeram a equipe carioca cair de produção como nas vezes anteriores, e até o criticado Warley, pra mim o personagem do jogo, teve uma atuação destacada.

No primeiro tempo, Warley foi o escape pela direita, atuando com determinação e seriedade, e com a saída do menino Jonathan Silva, no segundo tempo foi deslocado para a posição, manteve a regularidade e ainda teve tempo para cobrir a zaga e ir ao ataque. Carli organizou a zaga, deu segurança ao setor e mostrou que não pode ficar fora, mas resta saber se seu estado físico lhe permite sequência de jogos. Destaque-se ainda a presença de forma espontânea de Gatito Fernández que fez questão de acompanhar a equipe, isso demonstra o espírito de união que impera no grupo e é vital para alcançar os objetivos traçados.


O sistema de jogo pensado por Enderson Moreira está praticamente consolidado, absorvido, assimilado pelos jogadores que sabem exatamente a função de cada um em campo. A mostra disso é que com a saída de algumas peças o time continua apresentando o desempenho capaz de, por exemplo, vencer o líder nos seus domínios e convencer a torcida com um futebol sóbrio e solidário. Assim, o G-4, antes tão distante já é uma realidade. Resta saber em qual a colocação terminará a competição.



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