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Finalmente, encontrei a segunda dose que imuniza contra a Covid-19. Viva a vida!



A previsão inicial era 28 de abril. Mas faltou vacina. E ai não houve mais previsão, porque o planejamento nesse Brasil de meu Deus parece ter tomado Doril. E a vacina que salva vidas se transformou em raridade. A busca pela segunda dose da CoronaVac virou uma verdadeira saga. Há muita desinformação, informações desencontradas no meio disso tudo, que colocam a população num vazio de certezas.

Recebendo a segunda dose da CoronaVac em Dourados, MS.


Recebi a primeira dose da CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan de São Paulo, no dia 31 de março, no Posto de Saúde da Vila Carlota, em Campo Grande. Embora resida em Dourados, sempre achei melhor os serviços de Campo Grande, onde tenho domicílio, por isso a opção por lá. E não tive problemas, recebi no mesmo dia em que agendei. Pelo comprovante, eu teria que receber a segunda dose no dia 28 de abril. Relatei isso aqui. Mas ela chegou finalmente, neste sábado, 15 de maio, quase dois meses depois.


Desabado

A falta do insumo principal da vacina, o IFA (Insumo farmacêutico ativo), material oriundo da China, fez a segunda dose se transformar em loteria para a população brasileira. Todo dia a mídia noticia isso, o atraso em vários estados do país. Essa incerteza passa a ser maior, devido uma sequência de atrasos do envio do IFA por problemas burocráticos. Trocando em miúdos. As constantes manifestações do governo brasileiro contra os chineses acabou impactando nesse processo de atrasos, como admitiu o presidente do Butantan, Dimas Covas.

"O primeiro contrato foi cumprido com 12 dias de atraso. Do ponto de vista contratual, é um atraso absolutamente normal em um volume de 46 milhões de doses", explicou ele. De acordo com Covas o segundo contrato, assinado em fevereiro, para fornecer um total de 54 milhões de doses, ainda está em andamento. "Não temos nenhum problema na nossa relação contratual com a Sinovac. O problema é com a liberação de IFA, que tem que ser feita o mais rápido possível", destacou Covas.


Caso novos envios da matéria-prima da vacina pela China aconteçam com brevidade, o Butantan conseguirá manter o cronograma de entregas ao Ministério da Saúde. "Se o IFA chegar muito rapidamente, vamos recuperar o cronograma de maio e cumprir o cronograma de junho", afirmou Dimas. "O Butantan procura atender as necessidades dos brasileiros produzindo vacinas sete dias por semana em quatro turnos. Acreditamos que a nova partida de matéria-prima possa chegar logo para que possamos retomar a produção", assinalou.


O instituto já entregou ao governo federal 47,2 milhões de vacinas. Nesta sexta, 14 chegou novo lote que faz parte do segundo contrato firmado entre Butantan e ministério, que prevê o fornecimento de 54 milhões de doses. O primeiro contrato, de 46 milhões de doses, foi integralizado no dia 12 de maio. "Nesse momento, o que se atrasa é a previsão. Nós tínhamos uma previsão de entregar em maio 12 milhões de doses, mas vamos entregar um pouco mais de 5 milhões”, explicou Covas.


Recebi a segunda dose quase dois meses depois do previsto, e espero ser completamente imunizado contra a Covid-19. Espero que todos os brasileiros possam receber a totalidade de qualquer vacina (já são pelo menos três tipo distribuídas no país), para que todos sejam imunizados para que possamos a nos encontrar, nos abraçar e celebrar a vida. Que a Covid-19 tragas lições para a humanidade, principalmente para que cada um de nós pense mais no outro. Esse é o sentido maior da vida.

Imunizado. Comprovante universal, 15.5.2021.


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